Com a aprovação da Construção em 1846, foi elaborado o projeto do Mercado, mas a Câmara Municipal não conseguiu recursos para sua construção. Em 1849, Roberto Offer apresentou à Câmara um outro projeto, considerado de valor exorbitante, mas de boa qualidade. Consistia num prédio quadrado, de pátio central, com acesso pelas esquinas. A construção destinada às lojas, o pátio ao comércio informal e o centro à primitiva torre do relógio, de material, com abóbada e sotéia (mirante).

No período de 1911-1914, o Mercado sofreu uma reformulação profunda em termos de plantas e fachadas, obras dirigidas pelo engenheiro Manoel Itaqui; nesta fase o prédio recebeu, além de mudanças de acessos, a torre do relógio e o farol de ferro, importados de Hamburgo, na Alemanha, fazendo uma alusão à Torre Eiffel, da França. Do farol emergia luz de uma poderosa luminária rotativa, que espargia raios para todos os quadrantes. Vista de longe, identificou a cidade por muitos anos. Contam moradores da Cascata e Três Cerros que, à noite, era possível ver o famoso farol do Mercado.

Na planta anterior os acessos eram apenas pelas esquinas em chanfro coroados por um frontão triangular. Já na planta de 1914 o partido e a volumetria modificaram-se, tornando os acessos centralizados nas fachadas e torreões nas esquinas, com suas circulações internas em cruz, com um arcabouço central apoiado em 74 colunas de ferro, com tesouras ligadas por vigas de ferro abertas em ogivas e com vitrais nas ogivas laterais. O primeiro prédio é de linhas simples apresentando um ritmo de cheios e vazios marcados pelas vergas em arco pleno no vão das portas. No seguinte os torreões recebem na platibanda ornamentos com guirlandas de flores e frutas em relevo, em estilo Art Nouveau. Possui 120 lojas dos mais variados tipos. O relógio e o sino existem até hoje.

Atualmente, continua exercendo a sua função de mercado municipal, abastecendo a cidade com seus diferentes tipos de produtos.

 

Fonte: www.pelotas.com.br