A opulência artística vivida em Pelotas, desde antes de eclodir a Revolução Faroupilha, fazia com que seus moradores investissem cada vez mais na cultura. Mostra disto era o Teatro Sete de Abril, inaugurado a 1834, que mostrou grandes apresentações de famosas companhias que eram conhecidas de norte a sul, e foi ele, de certa forma, que levou à construção do Theatro Guarany.
Tudo começou com um fato ocorrido com a vinda de uma importante companhia de teatro à cidade e que motivou o coronel Rosauro Zambrano, abastado comerciante e charqueador pelotense, a idealizar o Theatro Guarany.

Como a maioria dos europeus, o coronel era um apaixonado por companhias de óperas. Naquela época, o único teatro existente em Pelotas era o Sete de Abril, onde Rosauro Zambrano mantinha convênio com a gerencia da casa, garantindo a reserva de determinado camarote para as apresentações. Se por algum motivo deixasse de comparecer pagava da mesma forma. Porém, um certo dia na hora do espetáculo, ao dirigir-se par a efetuar o pagamento do camarore, constatou que por uma confusão do gerente ou da bilheteira o local havia sido vendido a outro, estando a locação do teatro esgotada. Não conformado em não poder entrar, o coronel teria dito? “Já que vocês não guardaram o meu camarote, eu não piso mais no Teatro Sete de Abril e vou construir um outro para assistir óperas e operetas”.

Com iniciativa e apoio financeiro do Coronel Zambrano, Francisco Santos e Francisco Vieira Xavier, foi formada então a empresa Zambrano, Xavier & Santos, que possibilitou a construção do teatro. Alguns anos após a inauguração, a sociedade foi desmembrada, com a aquisição de todas as cotas pela família Zambrano, que até hoje mantém exclusivamente com mais uma iniciativa privada, sem qualquer auxilio governamental. A família tem dirigido e preservado o teatro, tratando da sua conservação, sem sair de sua construção original, em estilo que se assemelha ao neoclássico. O Guarany sofreu apenas uma significativa reforma em 1970, com reparos no teto, danificado pelo tempo.

Revitalização

Neste momento administrado por Andréia e Suzana Zambrano o teatro começa a formar parcerias com empresas e colaboradoes pelotoneses.
Reformas em camarins, palco, coxias, foyer, bar e novos serviços vindo de encontro ao objetivo de tornar o Theatro mais receptivo e aconchegante para receber seus artistas e freqüentadores.
Também lutando contra a realidade pelotense onde teatros foram transformados em estacionamento, super mercados, igrejas dentre outros.
Hoje ainda é o único Cine Theatro existente em funcionamento na cidade, mesmo não reproduzindo filmes, mas funcionando como agente cultural.
Toda esta revitalização e busca de novos parceiros é com o objetivo de um grande projeto A RESTAURAÇÃO TOTAL DO THEATRO , elevando ele a todo seu valor cultural, bem como, trazendo tecnologias novas e buscando tornar o Theatro em um centro cultural de união do meio ambiente, cultura e entretenimento.